Segurança, tecnologia, produtividade, gestão de pessoas, inteligência artificial, engenharia e controle de ativos estão deixando de ser discussões isoladas no mercado de andaimes e sistemas de acesso.
Cada vez mais, esses temas fazem parte de uma mesma estratégia: construir empresas mais profissionais, eficientes, previsíveis e preparadas para competir em um mercado que evolui rapidamente.
Foi justamente essa transformação que esteve no centro da 2026 SAIA Annual Convention & Exposition, principal evento global do setor de andaimes e acesso organizado pela Scaffold & Access Industry Association (SAIA).
Realizada em Nashville, nos Estados Unidos, a edição de 2026 reuniu centenas de profissionais, fabricantes, locadores, engenheiros e especialistas para discutir os caminhos de uma indústria que vem avançando em profissionalização, segurança e tecnologia.
A experiência deu origem ao e-book “SAIA 2026 – Nashville: Insights para a Indústria de Andaimes, Acesso e Locação”, produzido em português para compartilhar com o mercado brasileiro algumas das principais reflexões apresentadas durante o encontro.
Mas afinal, o que podemos aprender observando um mercado mais maduro?
O que é a SAIA e por que sua convenção é relevante para o Brasil?
A Scaffold & Access Industry Association (SAIA) é uma entidade internacional dedicada ao desenvolvimento profissional do mercado de andaimes e sistemas de acesso.
Sua atuação envolve temas como segurança, treinamento, qualificação profissional, desenvolvimento de padrões técnicos e representação institucional.
Por isso, sua convenção anual funciona como um importante ponto de encontro para observar para onde a indústria está caminhando.
E olhar para o que acontece fora do Brasil não significa simplesmente copiar soluções.
O maior valor está em identificar práticas, tecnologias e modelos de gestão que possam provocar novas perguntas sobre o nosso próprio mercado.
O setor está deixando de competir apenas por equipamento e preço
Um dos sinais mais claros observados em Nashville é que estoque, capacidade de montagem e preço continuam importantes — mas já não são suficientes para criar vantagem competitiva sustentável.
As empresas mais estruturadas começam a conectar diferentes dimensões do negócio.
Segurança e produtividade deixam de ser agendas separadas
A evolução da cultura de segurança mostra que produtividade não deve ser medida apenas pela velocidade de execução.
Equipe adequada, planejamento, treinamento, ergonomia, prevenção e conhecimento técnico passam a fazer parte da própria definição de produtividade.
Essa mudança de perspectiva pode parecer simples, mas altera profundamente a forma como empresas estruturam operações, equipes e investimentos.
Digitalizar não significa apenas trocar papel por software
Outro tema recorrente na SAIA 2026 foi a digitalização.
Projetos em 3D, sistemas integrados, gestão de ativos, informações de campo em tempo real e ERPs especializados aparecem como ferramentas capazes de aproximar engenharia, operação, comercial e financeiro.
Mas existe um ponto ainda mais importante.
A verdadeira transformação não acontece simplesmente quando uma empresa adota novos sistemas.
Ela acontece quando a informação deixa de ser reconstruída várias vezes e passa a circular de forma integrada entre as diferentes etapas da operação.
Como isso pode impactar orçamento, margem, mobilização, produtividade e controle dos equipamentos?
O e-book aprofunda essa discussão com exemplos apresentados durante a convenção.
Inteligência artificial: oportunidade, mas também responsabilidade
A IA também esteve presente nas discussões de Nashville.
Sua utilização já começa a alcançar diferentes áreas das empresas, apoiando análise, comunicação, organização de informações e processos.
Mas uma reflexão apareceu de forma bastante clara: em atividades técnicas, acelerar uma tarefa não significa transferir a responsabilidade pela decisão.
Para empresas que trabalham com estruturas temporárias e sistemas de acesso, essa distinção é especialmente relevante.
Quanto maior o impacto de uma decisão sobre segurança e engenharia, maior a importância da validação humana.
Pessoas continuam no centro da operação
Talvez um dos insights mais importantes seja também um dos mais simples.
Mesmo com avanço de software, automação, mecanização e inteligência artificial, o setor continua sendo profundamente dependente de pessoas.
Capacitação, liderança, retenção de talentos, saúde mental, comunicação e capacidade de adaptação aparecem como elementos diretamente relacionados à produtividade e à segurança.
A tecnologia pode ampliar a capacidade das equipes.
Mas empresas continuam dependendo de profissionais capazes de interpretar situações, tomar decisões e responder a condições que nem sempre podem ser previstas no planejamento.
Engenharia pode se tornar ainda mais estratégica
Outro movimento observado é a valorização da engenharia em projetos de maior complexidade.
Em determinadas aplicações, andaimes e sistemas de acesso deixam de ser percebidos simplesmente como equipamentos temporários e passam a assumir papel de verdadeira solução de engenharia.
Geometrias especiais, grandes cargas, restrições estruturais, logística, interferências e condições específicas de obra exigem conhecimento cada vez mais especializado.
E isso abre uma discussão importante para o mercado brasileiro:
quanto valor existe em participar do projeto mais cedo, antes que a solução de acesso seja tratada apenas como uma contratação operacional?
O que Nashville pode ensinar às empresas brasileiras?
A experiência da SAIA 2026 aponta para uma indústria cada vez mais integrada.
Não existe uma única tecnologia ou prática capaz de transformar uma empresa isoladamente.
O que começa a diferenciar operações mais maduras é a capacidade de conectar:
segurança + engenharia + tecnologia + pessoas + gestão.
Para o mercado brasileiro, talvez essa seja a principal provocação.
Mais importante do que perguntar quais ferramentas as empresas americanas estão utilizando é entender quais problemas elas estão tentando resolver — e quais desses desafios também fazem parte da realidade das empresas brasileiras.
Há muito mais por trás dessas discussões.
O material produzido pela ABRASFE aprofunda temas como:
- digitalização de projetos e operações;
- gestão integrada entre campo e escritório;
- controle de estoque, ativos e margem;
- mecanização e ergonomia;
- inteligência artificial;
- liderança e adaptabilidade;
- seguros, telemática e gestão de riscos;
- saúde mental e segurança;
- governança e qualificação profissional;
- engenharia aplicada a projetos complexos;
- perspectivas econômicas para o setor.
São reflexões que ajudam a ampliar a visão sobre o futuro de empresas de andaimes, sistemas de acesso e locação.
Baixe gratuitamente o e-book SAIA 2026 – Nashville
A ABRASFE reuniu os principais conteúdos e aprendizados da missão em um material especial em português.
O objetivo não é apresentar o mercado norte-americano como um modelo a ser simplesmente reproduzido, mas trazer referências que ajudem empresários, engenheiros e gestores brasileiros a refletir sobre seus próprios processos, operações e estratégias.
Quer conhecer os insights completos da SAIA 2026 e entender como essas tendências podem dialogar com a realidade brasileira?
