O mais recente Relatório de Segurança Global da IPAF (2025) trouxe dados animadores para quem atua com plataformas de trabalho elevatórias móveis (PEMTs/PTAs): em 2024, registrou-se uma redução de 26% nas mortes, passando de 135 fatalidades em 2023 para 100 no ano seguinte, enquanto os relatos globais de incidentes graves também diminuíram de 201 para 170.
Esse recuo reflete avanços cotidianos em segurança, desde treinamentos a práticas operacionais mais rígidas e maior conscientização no setor. No entanto, segundo o relatório, ainda persistem desafios importantes: tombamentos, aprisionamentos e quedas de plataforma continuam entre os principais tipos de acidente.
Outro dado que chama atenção é a queda de 44% nos relatos de quedas da plataforma, acompanhada de uma redução de 39% nas fatalidades derivadas dessas quedas. Essas quedas, ao longo dos anos, vêm figurando entre os riscos mais recorrentes no uso de PEMTs, o que torna esse recorte particularmente significativo.
No panorama regional, embora o Brasil ainda figure com poucos registros no relatório (foram reportados três incidentes em 2024), o cenário global serve como alerta e inspiração para que empresas e associações nacionais redobrem esforços de cultura de segurança, registro de incidentes e adoção de padrões.
Boas práticas recomendadas para o setor nacional
1- Relato sistemático de incidentes e quase acidentes: cada notificação, por menor que seja, ajuda a formar uma base de dados confiável para prevenir novas ocorrências.
2- Treinamento e reciclagem contínua: não apenas para operadores, mas também para supervisores e gestores envolvidos no planejamento do uso das PEMTs.
3- Avaliação rigorosa de risco em cada obra: identificação prévia de riscos elétricos, deslocamentos de máquinas, condições do solo e zonas de exclusão.
4- Uso de sensores, dispositivos de segurança e inspeções de pré-uso: tecnologias que ajudam a mitigar falhas humanas e antecipar situações de perigo.
O importante recado do relatório da IPAF é claro: a segurança no uso de PEMTs não é algo estático, requer adaptação, vigilância e compromisso constante. Com os aprendizados globais em mãos, o setor nacional tem a chance de evoluir e reduzir ainda mais os índices de incidentes.
Confira o relatório na íntegra: ipaf.org/pt/gsr2025