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O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou alta de 0,2 ponto em março, alcançando os 66,8 pontos. O resultado é precedido por três recuos seguidos, que haviam garantido ao mês de fevereiro o nível mínimo histórico. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (28).

Segundo a FGV, o ligeiro crescimento do ICST no mês de março foi motivado pela melhora da perspectiva das empresas no futuro: o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou um ponto e alcançou os 71,1 pontos. Dentre os quesitos do índice-síntese, o que mais contribuiu para a alta do número foi a demanda prevista para os próximos três meses – ela subiu 2,1 pontos em relação a fevereiro.

No acumulado do ano, porém, o ICST apresenta redução de 2,6 pontos, o que sinaliza uma continuidade do encolhimento da atividade do setor em 2016. “A sondagem de março mostra que a atual situação do setor alcançou o pior patamar desde o início de sua série, em julho de 2010. […] Os empresários devem continuar demitindo, reproduzindo a mesma dinâmica negativa do ano passado, que culminou com a queda acumulada de 10% do contingente de mão de obra”, afirma Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, em 0,6 ponto. Chegou, assim, aos 63 pontos. A sua maior contribuição negativa foi o indicador que capta a percepção em relação ao tamanho atual da carteira de contratos da empresa, que caiu 0,9 ponto.

A edição de março de 2016 da Sondagem da Construção coletou informações de 701 empresas entre os dias 01 e 21 do mês.

Fonte: FGV